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quinta-feira, 2 de abril de 2009
Da Para Acreditar???

Fantasmas online
O psicólogo britânico Richard Wiseman, especialista no que chama de “ciência dos fantasmas”, quer reunir o maior número possível de fotos de supostas aparições fantasmagóricas pelo mundo. Por isso, lançou, em março, um site na internet, www.scienceofghosts.wordpress.com, onde os visitantes podem comentar as misteriosas figuras e votar se elas são “genuínas”, “falsas” ou “incertas”. Em apenas uma semana, mais de 100 mil internautas acessaram o site. Para Wiseman, no entanto, a maior parte das fotos enviadas até agora pode ser explicada pela tendência do cérebro humano de reconhecer rostos onde eles são apenas sugeridos e por truques de iluminação. Outras, porém, são desafiadoras.
Na Cozinha

Massa campeira - Gaúcho da Fronteira
INGREDIENTES: • 1pacote de macarrão tipo parafuso • Sal • 1 kg de Charque • 1 Abóbora Cabochá • 2 Cebolas • 3 dentes de alho DEMAIS INGREDIENTES: • Ovos cozidos • Salsinha a gosto • Queijo parmesão ralado MODO DE PREPARO: Para retirar o sal, coloque o charque para aferventar. Troque a água uma ou duas vezes. Depois de aferventado, corte o charque em fatias pequenas e não muito grossas. Reserve. Em uma panela, aqueça o azeite e doure as cebolas e o alho. Acrescente a carne e frite. Depois coloque a abóbora, o sal, o macarrão e cubra tudo com água. Deixar ferver até o macarrão ficar al dente e escorra. Servir com ovos cozidos, salsinha a gosto e queijo parmesão ralado. Fonte: Programa Hoje Em Dia / Chef: Eduardo Guedes
Só Podia Ser no Brasil

Pureza roubada
Por Lumi Zúnica e Fernando Gazzaneo
Nas últimas semanas, o País acompanhou estarrecido o caso da menina de 9 anos, no Recife (PE), grávida de gêmeos do padrasto, que a estuprava há 3 anos. De família pobre, a garota se submeteu a um procedimento que interrompeu uma gestação de 4 meses, sob as duras críticas da Igreja Católica, que excomungou a mãe e os médicos responsáveis pelo aborto. Em São Paulo, a violência sexual contra menores ganha outras facetas. No centro da maior cidade do País, crianças e adolescentes passam as noites nas ruas se prostituindo. Depois das 21 horas, quase não há movimento no bairro do Glicério. Na rua Conselheiro Furtado, a iluminação escassa e amarelada das lâmpadas de mercúrio nos postes confere aos passantes ares de assombração. É neste cenário que elas, garotas franzinas, de olhar vazio, entre 12 e 14 anos, se posicionam a poucas quadras da 1ª Delegacia de Polícia da capital paulista. A imagem choca quando, já a postos em seus lugares, elas incorporam toda a malícia que só as mais experientes profissionais do sexo possuem. Rebolam, levantam as saias, mostram as genitálias e os seios ainda não desenvolvidos para qualquer carro ou passante. Procuram restos de pedras de crack deixadas por elas mesmas e por outros usuários no meio da calçada. Tossem muito. Estão nitidamente doentes. Os clientes começam a aparecer logo nas primeiras horas da noite. São homens de 40 a 60 anos, em grande parte taxistas, que param os carros e não demoram a abrir a porta para levar as meninas para outras ruas ainda menos movimentadas. Muitos deles nem chegam a perguntar o preço, que varia de R$ 10 a R$ 20, como relatado pelas garotas. Basta um simples movimento de mãos para que eles escolham uma das 10 adolescentes “disponíveis” que permaneceram no local durante toda a semana em que a reportagem da Folha Universal esteve lá, no começo deste mês. Joana*, de 13 anos, está sentada na calçada. Veste shorts rosa, blusa branca, chinelos de dedo e aparenta ter alguma doença de pele. “Podemos fazer o programa aqui mesmo na rua. Custa R$ 20. E não precisa se preocupar com a polícia. Não pega nada não, tio. Eu garanto”, diz a jovem. Momentos depois de falar com a reportagem, Joana desce até a “biqueira” (ponto de venda) de drogas e volta para a rua Conselheiro Furtado fumando um cachimbo de crack. “Por R$ 30, faço tudo”, dispara Camila*, que garante ter 14 anos, mas aparenta não ter mais do que 12. O comportamento de Joana e Camila é comum ao de outras meninas: saem com quatro ou cinco clientes por noite até às 5h da manhã e ficam cerca de meia hora com cada um deles. Quando retornam, costumam ir até um ponto de drogas, onde gastam o dinheiro com pedras de crack. Durante a semana em que a reportagem permaneceu na rua Conselheiro Furtado, viaturas da Polícia Militar (PM) passaram mais de 20 vezes no local, inclusive, quando as meninas se drogavam. Em nenhum momento, contudo, houve abordagem. De acordo com o porta-voz da PM, capitão Marcelo Soffner, não há “o conhecimento notório da prática de exploração sexual de menores na Conselheiro Furtado”. Ele admite, porém, que a PM deveria ter abordado as menores no momento em que usavam drogas e que era dever também da polícia ter verificado o que crianças e adolescentes faziam no local durante a madrugada. “Mas o que acontece é que nem sempre é visível que essas mulheres sejam menores”, defende o porta-voz. “Vamos intensificar o policiamento na região para apurar a denúncia”, completa.Para Regina Andrade, do Conselho Tutelar da Sé, responsável pela região central da cidade, o ponto de prostituição infantil na Conselheiro Furtado também “é uma novidade”. “Trabalhamos só a partir de denúncias. Até agora, este conselho nunca recebeu nenhuma denúncia de exploração sexual de menores nas ruas da região”, diz. Ainda segundo ela, de 2005 a 2008, foram atendidos 13 casos de garotas, de 14 a 16 anos, e outros 3 casos de adolescentes travestis, de 13 a 17 anos, que eram explorados sexualmente dentro de estabelecimentos. “Todos eles vieram da região Nordeste (do Brasil). No caso das meninas, há uma falsa promessa de trabalho como empregada doméstica.” A versão do Conselho Tutelar é desmentida pelo porteiro E.J.S., de 35 anos, que trabalha há 10 em um dos prédios da rua do centro da cidade. Ele diz ter se cansado de ligar para denunciar a prática de exploração, inclusive para a Polícia Militar. No final de janeiro, ele ainda fez duas denúncias para o Conselho Tutelar da Sé e guardou os números do protocolo de atendimento. “Nunca veio ninguém. Elas continuam se prostituindo e se drogando todas as noites.” Só no estado de São Paulo, o Disk Denúncia, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH), registrou 162 casos de exploração sexual de menores em 2008, um aumento de 53% em comparação ao ano anterior. De acordo com o promotor Thales Cezar de Oliveira, do Departamento de Execução da Infância e Juventude do Ministério Público de São Paulo, a prostituição infantil na cidade é “menos organizada e mais episódica”. “Não há, necessariamente, uma rede de prostituição por trás dessas adolescentes. Elas vão para a rua principalmente porque precisam do dinheiro para comprar drogas. A desestruturação familiar é fator delimitante”, pontua. O promotor deve comandar uma ofensiva no final do próximo mês contra os principais pontos de exploração sexual no estado de São Paulo, com base num levantamento em fase de conclusão. Mas adianta: “As rodovias Castelo Branco, Regis Bittencourt e Presidente Dutra apresentam um expressivo número de pontos de prostituição infantil.” Sobre o papel do poder público, ele comenta: “É competência do conselho tutelar ir a campo para identificar possíveis situações de negligência contra menores”. Ainda segundo Oliveira, não há um trabalho efetivo de recuperação e apoio a essas jovens em São Paulo. “O Estado acaba sendo um agente facilitador deste cenário”, avalia.
Entevista

Soraya Moraes - A voz gospel do Brasil
Soraya Moraes, de 36 anos, foi o grande destaque do Brasil no Grammy Latino 2008, ganhando nas categorias Melhor Álbum Cristão em Português, Melhor Canção Brasileira e Melhor Álbum Cristão em Espanhol, sagrando-se a primeira cantora brasileira a conquistar um gramofone – símbolo do prêmio – numa disputa em língua estrangeira. A música faz parte da vida dessa paulistana desde a infância. Filha de um pastor evangélico, Soraya começou a cantar aos 8 anos de idade, na igreja onde o pai ministrava cultos. Em entrevista à Folha Universal, ela fala da carreira – que inclui ainda um outro Grammy Latino, em 2005, pelo Melhor Álbum de Música Cristã –, da família, das dificuldades que enfrentou, e diz que nada do que tem vivido seria possível se Deus não estivesse no comando. 1 – Quando você era ainda uma menina e cantava na igreja onde seu pai era pastor, o que sonhava para a sua vida? Sempre gostei de cantar e entrei num conservatório de música muito cedo. Não tínhamos condições para gravar, mas eu estava sempre sonhando que, um dia, iria ver a minha foto na capa de algum disco. Sonhava também em viajar para cantar em lugares distantes, como a África, por exemplo. 2 – Em que momento você percebeu que queria dedicar-se totalmente à música? Na verdade, nunca pensei na música como uma forma de ganhar a vida, mas o meu prazer era servir a Deus e me tornar uma profissional. Estudei psicologia, porém, não conclui o curso por motivos financeiros. Trabalhava em uma empresa, junto com o meu esposo, Marco Moraes. Mais tarde, abrimos uma agência de viagens. Foi quando gravei meu primeiro disco solo e os convites e oportunidades começaram a surgir. Tivemos de fazer nossa escolha de largar tudo e seguir o chamado para servir a Deus por completo na música. 3 – O Marco Moraes é também seu produtor, que importância ele tem em sua carreira? Total e crucial. Quando eu conheci o Marco não tinha mais ânimo para sonhar. Ao começarmos o namoro, ele me contava os sonhos dele, de que um dia iria gravar, viajar o mundo, pregar o evangelho. Confesso que me apaixonei primeiro pelos sonhos dele, então, ele me animou a sonhar novamente. 4 – É verdade que vocês vendiam refeições para operários de uma construção para juntar dinheiro para a gravação do primeiro CD, e que passaram por muitas dificuldades quando a única filha do casal, Rayssa, nasceu?É verdade. Nós trabalhávamos com a família do Marco, que fornecia alimentos para empresas, então, colocamos a mão na massa, entregando refeições nas obras e nos turnos das madrugadas. Passamos por muitas dificuldades financeiras. Não tive aquele enxoval que toda mãe sonha para o primeiro filho, mas nada faltou para a Rayssa. 5 – Como você avalia tudo o que aconteceu em sua vida desde então? Tudo é um aprendizado e Deus nos mostrou que Ele está no comando, que não somos bem-sucedidos por causa das nossas habilidades, mas por causa da misericórdia d’Ele. Com tudo isso, posso sossegar quando uma luta se levanta. Eu sei que já passei por coisas muito difíceis e, se Deus me livrou no passado, vai me livrar hoje também. 6 – Em 2005, quando ganhou o seu primeiro Grammy, você imaginava que aquilo poderia acontecer? Tudo era tão novo e só de estar ali, indicada, eu já estava contente. Estava chupando uma bala descontraída e curtindo cada momento quando chamaram o meu nome. Foi um susto e uma emoção. Engoli a bala e fui receber meu prêmio. Eu não tinha discurso pronto, então, levantei o troféu e cantei: “Gracias, gracias señor, gracias mi señor Jesus”, do Marcus Witt. Aí, agradeci ao meu marido, à gravadora, etc. Foi um susto. 7 – E, no ano passado, com três gramofones e ainda a consagração por ser a primeira cantora brasileira a ganhar o prêmio em língua estrangeira, como se sentiu? Muito grata a Deus e aos membros que me julgaram como tal. É um privilégio poder falar de Jesus cantando e representar a tão maravilhosa música gospel brasileira lá fora. 8 – Cada vez que você ganhou um Grammy, o seu esposo, por ser seu produtor, também recebeu um. Ao todo, vocês têm em casa oito gramofones, além de outras dezenas de prêmios que já receberam. Qual o significado de tudo isso pra vocês? Sabemos que nosso tesouro não está aqui na terra, mas na eternidade com Cristo. Mas também Deus nos assegura, na Sua Palavra, que aquele servo fiel que multiplicar os seus talentos vai ser exaltado. Vejo essas honras como uma aprovação e um incentivo de Deus a não desistir. 9 – Agora você foi indicada ao GMA Dove Awards, maior premiação da música cristã norte-americana, na categoria Álbum em Língua Espanhola. Como está se sentindo? É um sonho de anos realizado. Há algum tempo tive a oportunidade de assistir ao evento nos Estados Unidos, foi o início desse sonho. Nos tornarmos membros da academia do Dove e, no ano passado, eles entraram em contato conosco para que pudéssemos enviar nosso CD em espanhol para avaliação. Ele foi aprovado pela bancada, passou na primeira votação e, agora, estamos nas indicações principais. Isso é uma vitória muito grande. 10 – Você tem vários compromissos profissionais, já cantou na Europa, na África – como nos seus sonhos –, Estados Unidos. Como fica sua vida pessoal? Graças a Deus tenho uma família muito unida. Confesso que gostaria de ter tido outros filhos, mas todos os anos nós adiamos isso por causa dos projetos e ainda não foi possível. Quem sabe? Deus é quem sabe.
Vem Aí: Poder Paralelo


Record grava cenas da novela Poder Paralelo
Divulgação/ Record
Produção, elenco e direção da novela Poder Paralelo estiveram na cidade de Serra Negra, no interior de São Paulo.Os atores Gabriel Braga Nunes (Tony), Nicola Siri (Paulo), Daniela Galli (Marina), Miriam Freeland (Ligia), Tuca Andrada (Téo) e João Vitor Silva (Eduardo), entre outros, participaram das gravações externas.Foram gravadas cenas em que Tony se diverte com a mulher Marina e com os filhos: Eduardo e as gêmeas Alessandra (Eduarda Teixeira) e Grazziela (Isadora Teixeira). Enquanto Paulo, amigo da família, filma tudo. Além das cenas do cotidiano da família na Itália, também foram gravadas as cenas em que Tony se encontra com Ligia (Miriam Freeland) depois da tragédia que mata sua família.
Poder Paralelo, com texto de Lauro Cesar Muniz e direção geral de Ignácio Coqueiro, tem estreia prevista para o dia 14 de abril.
A trama já está com o elenco fechado. Confira alguns nomes: Gabriel Braga Nunes (Tony Castellmare), João Vitor (Eduardo), Miriam Freeland (Ligia Brandão), Gracindo Jr. (Dom Caló), Petrônio Gontijo (Rudi), Rogério Froes (Elias Grazie), Augusto Zacchi (Domi Santino), Xandó Graça (Silvio), Nicola Siri (Paulo Garzia), Sonia Lima (Tânia Garzia), Adriana Londoño (Nícia Silva), Lucas Cotrim (Gustavo), Julia Oliva (Juliana), Daniela Galli (Marina di Salataruta), Manuelita Lustosa (Sonia), Sonia Guedes (Berenice), Rodrigo Penna (Alberto), Maria Ribeiro (Ana), Adriana Garambone (Maura), Paloma Duarte (Fernanda), Maria Silvia (Nida), Adriana Prado (Neide), Guilherme Boury (Pedro), Fernanda Nobre (Marília), Miguel Thiré (Douglas), Cécil Thiré (Armando), Eliana Guttman (Dulce), Bete Coelho (Vânia), Antonio Abujamra (Marco Lago), Castrinho (Leonel), Patrícia França (Nina Santana), Benvimdo Sequeira (Vitor), Luma Costa (Bebel) e Bruna Pietronave (Bruna).
Não Percam,pois essa nova novela vai ser SENSACIONAL!!!
Na Real (A crise da África)

A crise econômica que começou com a falência do mercado imobiliário dos Estados Unidos e se espalhou pelo mundo em setembro de 2008 agravou a miséria e a fome na África. O continente, marcado por um passado de exploração e opressão, há décadas, sofre com a instabilidade política e tem perspectivas sombrias. Em fevereiro, representantes da Organização Internacional do Trabalho (OIT) reuniram-se na Etiópia para discutir o impacto da crise na região. George Okutho, diretor da OIT no país, saiu do encontro dizendo que os efeitos da crise já são piores que os previstos, que o crescimento está ameaçado e que alguns países com a economia baseada em exportações, como Etiópia, Quênia e Tanzânia devem estar entre os mais afetados. O empobrecimento da periferia do mundo agrava conflitos de proporções alarmantes. No Sudão, país vizinho à Etiópia, há um genocídio em curso. Desde 2003 foram mortas mais de 300 mil pessoas na região de Darfur, no oeste do país, de acordo com estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU). Mais de 2,5 milhões fugiram e vivem em campos de refugiados. O conflito começou com ataques de tribos determinadas a chamar a atenção para os problemas da região. Uma reação desproporcional do governo, com apoio de milícias paramilitares, culminou na morte de milhares. O drama ganhou proporções ainda maiores após o presidente Omar Hassan Ahmad al-Bashir ser condenado pelo Tribunal Penal Internacional de Haia por crimes contra a humanidade. Ele não só se negou a deixar o poder como, em represália, expulsou todas as organizações não-governamentais (ONGs) que prestavam ajuda aos refugiados. Trabalhos sérios foram comprometidos, como o da associação Médicos Sem Fronteiras (MSF), que chegou a ter cinco funcionários sequestrados. Após a libertação, a direção da ONG anunciou o fim do atendimento devido à “insegurança” no país. Além dos conflitos, a África sofre também com doenças. A disseminação do vírus HIV é emblemática. Em meio à subnutrição, o número de mortos por aids é bem maior do que o de países desenvolvidos. A miséria é gritante. O administrador paranaense Samuel de Oliveira, de 27 anos, brasileiro integrante do MSF, conta que, em vez de tomar antiretrovirais, pacientes do Zimbábue trocavam a medicação por comida para a família. É neste contexto que, na semana retrasada, o papa Bento XVI fez campanha contra a camisinha durante uma visita. Além da aids, a quantidade de mortes por doenças que são curáveis também choca. Desde janeiro, segundo relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), 931 pessoas morreram de meningite em uma epidemia que atinge Nigéria, Niger, Burkina Faso e Mali. “É triste demais. Há doenças que já poderiam ter sido erradicadas há muito tempo. O sarampo, por exemplo, que no Brasil é uma doença do passado, lá ainda mata muitos. Nós temos tecnologia, a indústria de remédios poderia erradicar essas doenças”, diz Oliveira.O administrador brasileiro da MSF também viveu na República Democrática do Congo e, nesta semana, embarca para Serra Leoa, país com pior Índice de Desenvolvimento Humano do planeta. Nas viagens, o brasileiro viu situações absurdas. “A gente não pode levar para o lado pessoal senão o lado profissional quebra. A história que mais mexeu comigo foi quando nossa base no Congo servia de apoio para as equipes que atuavam em áreas de guerra. Os refugiados vinham em nossa direção para escapar. Foi quando uma senhora de uns 76 anos contou que estava trabalhando no campo e foi violentada por vários soldados. Ela chegou para gente sem vontade de viver. Dizia 'como isso pode acontecer na minha idade?'”, relata o brasileiro.
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